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Murray sente orgulho por igualdade no tênis
24 de Agosto de 2017

Murray sente orgulho por igualdade no tênis

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Mais uma vez, Andy Murray se posiciona de forma favorável à distribuição igual de prêmios entre homens e mulheres. Em entrevista à revista americana Elle, o britânico explica que para ele, o fato de o tênis ser um dos poucos esportes que discute o assunto é motivo de orgulho. Ele diz não ser o único do circuito masculino a apoiar premiações idênticas e que isso deveria ser mais celebrado por seus pares.

"Eu certamente não sou o único [a pensar assim], mas o que eu simplesmente não entendo é por que os tenistas não se orgulham de estar no único esporte igual, ou comparável. Isso é positivo. Ainda temos muitos problemas, mas isso é algo que os jogadores de tênis devem comemorar", disse Murray à Elle.

O número 2 do mundo também foi pioneiro há três anos quando passou a ser treinado pela ex-líder do ranking Amelie Mauresmo. O britânico, que trabalhou com a francesa durante duas temporadas, lembrou das ofensas e provocações recebidas dos colegas.

"Quando saiu na imprensa que poderia trabalhar com uma mulher, recebi uma mensagem de um dos jogadores que agora é técnico. Ele me disse: 'Eu adoro esse jogo que você está fazendo com a imprensa, talvez você deva dizer a eles amanhã que você está pensando em trabalhar com um cachorro'. Esse é o tipo de coisa que foi dita enquanto eu estava pensando nisso".

"Quando cheguei no circuito profissional, não havia homens treinados por mulheres", comentou o jogador de 30 anos. "A quantidade de críticas que recebemos foi incomparável em relação com qualquer outro treinador com quem eu já trabalhei. Agora, quando perco uma partida, a culpa é minha. Quando eu estava trabalhando com ela, sempre a culpa era dela".

O britânico também refuta um principais argumentos contrários à sua antiga parceria: O de que Mauresmo, por ser mulher, não teria tanto conhecimento do circuito masculino. "Alguns argumentavam: 'Ela é uma mulher, então não consegue entender o jogo dos homens'. Mas, então, como um homem pode entender o jogo das mulheres?"

"Obviamente, cresci sendo treinado pela minha mãe, então não via nenhum problema", lembrou o escocês, que começou a carreira acompanhado da mãe, Judy Murray. "Mas, mesmo quando cheguei no circuito profissional, não havia homens treinados por mulheres. Por isso, quando eu procurava por um treinador, as pessoas assumem que você está procurando por um homem. Mas quando envelhece percebe que as coisas não preciam ser assim".

Fonte: http://tenisbrasil.uol.com.br/

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